17 maio 2013

espero sim, mas não sentado

olha que silencio, escuta, não vês ninguém, somente recortes de fragmentos de silhuetas indistintos no escuro, já são perceptíveis alguns contornos de mim, percebo que sou como era ou é nisso que quero acreditar. onde se meteram os demais eus de mim. sinto o sol sozinho neste escuro a entrar por pequenas fendas. será que saíram todos a procura de mim, ou estão todos adormecidos a espera que algo os acorde novamente. agora preferia que algum deles assumisse o comando por um tempo sem eu ter de me preocupar com futilidades diárias e esvaziamentos desproporcionados de outros meus semelhantes.