olha que silencio, escuta, não vês ninguém, somente recortes de fragmentos de silhuetas indistintos no escuro, já são perceptíveis alguns contornos de mim, percebo que sou como era ou é nisso que quero acreditar. onde se meteram os demais eus de mim. sinto o sol sozinho neste escuro a entrar por pequenas fendas. será que saíram todos a procura de mim, ou estão todos adormecidos a espera que algo os acorde novamente. agora preferia que algum deles assumisse o comando por um tempo sem eu ter de me preocupar com futilidades diárias e esvaziamentos desproporcionados de outros meus semelhantes.