és forte demais para mim, eu sozinho não consigo contrariar-te, se é que quero isso. este eu que me mexe agora esta no comando de mim. limito-me a ir de boleia, pois não quero abandonar o meu, e único, corpo. e para onde iria eu se não me carregasses em ti? e assim, para onde irei? onde eu me levarei à boleia? que destino este que me faz contrariar muitos dos meus eus? a verdade é que estou a gostar do caminho, desta paisagem em tons que desconhecia, um cheiro que me tranquiliza, um ar que nunca tinha respirado, pelo menos desta maneira tão aberta. fico a olhar fixamente, a sorrir como um miúdo de sete anos ao ver a bicicleta nova debaixo da árvore de natal, era capaz de passar a vida inteira só a olhar para a paisagem de agora.
encho os pulmões de fumo que, por momentos, parece voltar a por-me no comando. este fumo provem da ansiedade do encontro com o destino que ainda desconheço, perceber onde fica o final desta caminhada, mas sem querer que acabe nunca. mas o fumo não cumpre o efeito desejado, apenas me cria uma neblina que me faz não perceber tão bem o que se vê. e eu quero ver este mundo novo ainda por descobrir, que me cativa sem eu saber como. tento caminhar mais rapidamente, mas não sou eu que manda agora, estou expectante! fui apanhado desprevenido. mas assim é bom, gosto de surpresas.
28 Setembro 2008
13 Setembro 2008
quem sou os?
quem és tu, eu malandro que me aceleras o coração assim?
quem és tu, eu traiçoeiro que me apertas o estômago com as mãos a ferver?
quem és tu, eu desenfreado que me conduzes para o abismo?
quem és tu, eu escandinavo que falas uma língua que não entendo?
quem és tu, eu acagaçado que tens medo de viver?
quem és tu, eu relaxado que te encostas e não sais a rua a procura de ti?
quem és tu, eu esfomeado que não te calas por tanto apetecer?
quem és tu, eu amarrado que nem gritas para te libertarem?
quem és tu, eu traquina que me passas rasteiras sem eu querer?
quem és eu, tu que me conheces sem me conhecer?
quem és eu, tu que és eu sem ser só eu?
quem és tu, eu traiçoeiro que me apertas o estômago com as mãos a ferver?
quem és tu, eu desenfreado que me conduzes para o abismo?
quem és tu, eu escandinavo que falas uma língua que não entendo?
quem és tu, eu acagaçado que tens medo de viver?
quem és tu, eu relaxado que te encostas e não sais a rua a procura de ti?
quem és tu, eu esfomeado que não te calas por tanto apetecer?
quem és tu, eu amarrado que nem gritas para te libertarem?
quem és tu, eu traquina que me passas rasteiras sem eu querer?
quem és eu, tu que me conheces sem me conhecer?
quem és eu, tu que és eu sem ser só eu?
10 Setembro 2008
esse fogo da cabeça
apetece-me fugir, sair daqui de mim. não me apetece ficar a viver isto, quer dizer, quero mas não desta maneira. ou então eles que saiam dentro da minha cabeça... eu... eu e os outros eus não nos estamos a entender e alguem tem que ceder! as vezes apetece-me falar com um eu de cada vez a ver se me enfrentava da mesma maneira. esta luta esta a deixar-me maluco, a eminencia da loucura era constante, e agora a gota de agua tornou em fogo a cabeça, fogo em escarlate vivo e brilhante, lindo de morrer. a solução que queria era fugir, mas tu tens que vir comigo, só assim serei feliz, ou entao esta luta matar-me-a e nunca mais te verei da mesma forma
09 Setembro 2008
...uma luta deu inicio na falsa quietude dos meus eus...
qual será o cabrão que esta a fazer isto dentro da minha cabeça? tenho que "me-o" achar e parar com isto! mas parece que eu me juntei todos contra mim . e de repente esta luta inumana invadia o meu existir, deixando-me em alerta maximo, desperto, sem... sei lá... ao mesmo tempo que pareço querer parar isto quero gritar e deixar que eles me calem e me carreguem um pouco. como uma mensagem enfiada dentro de uma garrafa lançada ao mar, à deriva seguindo o caminho para o seu casual descobridor. e ai, gritar ao mundo o que me vai na cabeça. saltar a rolha e nao me calar nunca mais. vi que pareces um cavaleiro branco, desculpa, um cavaleiro em cima de um cavalo branco, armado em cavalheiro de todas as causas e pronto para salvar o mundo. a mim e aos outros tantos eus que me habitam, quem nos salva desta confusão? se é que existe esse alguém? e se existir, será que nos encontraremos para me poder pacificar este queimar? e se me encontrar, como nos irá reconhecer?
a luta continua...
06 Abril 2008
27 no 20
diz que este é o ano da maturidade
quantos eus serão necessários para me maturar?
se fosse uma uva, bastaria me esmagarem contra minhas semelhantes e deixarem-nos em paz, liquidas, a maturar em processos de fermentação
depois era deixarem-me respirar cerca de 45 minutos, de gargalo descoberto, antes de me beberem.
copo atrás de copo
viva o vinho que me desprende em eus que não conheço
quantos eus serão necessários para me maturar?
se fosse uma uva, bastaria me esmagarem contra minhas semelhantes e deixarem-nos em paz, liquidas, a maturar em processos de fermentação
depois era deixarem-me respirar cerca de 45 minutos, de gargalo descoberto, antes de me beberem.
copo atrás de copo
viva o vinho que me desprende em eus que não conheço
28 Março 2008
nota pessoal
se me encontrar na rua que me agarre logo!
P.S.: já agora, se alguém se der ao trabalho de ler isto
que me avise se me encontrarem por ai.
obrigado
P.S.: já agora, se alguém se der ao trabalho de ler isto
que me avise se me encontrarem por ai.
obrigado
27 Março 2008
"pré-factio"
todos os meus eus, todos estes estão de momento ausentes.
onde ando eu então? de que fujo sem parar?
nem com todos os meus eus me consigo apanhar
onde ando eu então? de que fujo sem parar?
nem com todos os meus eus me consigo apanhar
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