és forte demais para mim, eu sozinho não consigo contrariar-te, se é que quero isso. este eu que me mexe agora esta no comando de mim. limito-me a ir de boleia, pois não quero abandonar o meu, e único, corpo. e para onde iria eu se não me carregasses em ti? e assim, para onde irei? onde eu me levarei à boleia? que destino este que me faz contrariar muitos dos meus eus? a verdade é que estou a gostar do caminho, desta paisagem em tons que desconhecia, um cheiro que me tranquiliza, um ar que nunca tinha respirado, pelo menos desta maneira tão aberta. fico a olhar fixamente, a sorrir como um miúdo de sete anos ao ver a bicicleta nova debaixo da árvore de natal, era capaz de passar a vida inteira só a olhar para a paisagem de agora.
encho os pulmões de fumo que, por momentos, parece voltar a por-me no comando. este fumo provem da ansiedade do encontro com o destino que ainda desconheço, perceber onde fica o final desta caminhada, mas sem querer que acabe nunca. mas o fumo não cumpre o efeito desejado, apenas me cria uma neblina que me faz não perceber tão bem o que se vê. e eu quero ver este mundo novo ainda por descobrir, que me cativa sem eu saber como. tento caminhar mais rapidamente, mas não sou eu que manda agora, estou expectante! fui apanhado desprevenido. mas assim é bom, gosto de surpresas.
28 setembro 2008
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