23 julho 2013

sumo para sede

bebo-te
bebemos-te sem pensar
sabe-me bem a sede da tua ausência
enlevas-nos quando te bebo
num tragar embevecido 
já não acreditávamos num nectar assim
pensamos que seria inatingível
afinal é inigualável aos demais já bebidos
delicio-me nesta experiência 
neste beber-te que nos completa